5 de maio de 2017

Reféns do próprio medo...



"Os moradores, comerciantes e trabalhadores não param de compartilhar essa imagem, sabe porque? Não aguentamos mais!"

Andamos num mundo de violência, de intolerância, de agressões e de raiva. Vivemos tempos de ódio no corpo, na alma e no coração. Vivemos as consequências de um mundo evoluído tecnologicamente e arcaico em condutas humanas. Vivemos a era dos "desvalores". Vivemos reféns do medo, vivemos sobressaltados com a possibilidade do último suspiro antecipado. Não sabemos se ao sairmos de casa, retornaremos à noite. Não podemos olhar pro lado, abrir a boca. "Não gostou? Vai encarar?". Todos os dias somos agredidos! Todos os dias sofremos múltiplas violências. Todos os dias somos sujeitos que a nossa vida se acabe antes do final. Manchetes de jornais, conhecidos que relatam casos, ações que presenciamos. Não são poucas as violências que nos ameaçam diariamente. E não nos resta outra alternativa a não ser nos cercarmos até os dentes de grades, muros e portões. Vivermos numa prisão domiciliar. E nem isso é garantia de segurança. Vivemos do trabalho pra casa e da casa para o trabalho. Já não saímos mais como gostaríamos. Nosso lazer é tudo que envolve o nosso lar ou perto dele. Estamos perdendo o gosto de viver, na pseudo Cidade Maravilhosa, no Brasil, em qualquer lugar do mundo pois a violência é generalizada.

E nesse mundo de barbárie e violência gratuita em que estamos vivendo, onde acordamos e dormimos com notícias de mortes, almoçamos e jantamos assassinatos, na nossa vontade de nos informar só vemos crimes e atitudes de falta de escrúpulos, presenciamos a decadência humana, onde a falta de esperança e fé na humanidade nos acompanha diariamente junto com o medo. Ao mesmo tempo em que há uma certa banalização deste cotidiano assustador, me vem à cabeça apenas uma das sábias frases do eterno pensador e idealista Renato Russo: "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Porque se você parar pra pensar, na verdade não há..."

Rotas culturais atrativas da cidade, programas genuinamente cariocas, momentos simples vão perdendo seus frequentadores, vão deixando de existir. A questão é: até quando viraremos reféns do medo e da violência? Passamos a viver sobressaltados. E pior do que o medo que nos assola é ver a impunidade desses atos bater na nossa cara. São menores de idade e maiores também. Tem de tudo! Vários bairros do Rio sofrem em larga escala com a violência, falta de policiamento e de ações de segurança pública em conjunto com ações sociais.

De um modo geral quando todos começarem a pagar pelos seus crimes e nossas leis forem sérias e irrefutáveis, de repente a coisa começa a mudar. Porque com a certeza da impunidade, de uma fiança, de uma internação de alguns meses em locais de onde há fugas, medidas socioeducativas que viram piadas, "a polícia prende e a justiça solta", é tudo em vão. Não existe hoje mais lado A e lado B. Não existe mais morro e asfalto ‪#‎mermão‬. A violência chegou para todos. "A criminalidade toma conta da cidade, a sociedade põe a culpa nas autoridades", como diz a letra de uma música atemporal de Gabriel Pensador, mas a verdade é que fugiu do controle de todos e nos sentimos numa total impotência como se estivéssemos de pés e mãos atados. Quem vê cara, não vê coração. E bandido não tem endereço certo mais hoje em dia, não. Tem os bandidinhos das favelas, mas também tem os de condomínio de luxo e que tiveram de tudo na vida e que os pais pagam caro psicólogos para saber onde foi que erraram. Não é pouco o n° de criminosos de classe média, média-alta. Quais seriam os motivos destes estarem nesta vida? Se a desculpa é pobreza, falta de estudos e oportunidades? Nenhuma! Mais uma vez a pessoa vai porque quer. E hoje, tem de tudo na vida do crime! E tenha a educação que tiver, a condição financeira que tiver, a condição social que tiver, a condição familiar que tiver, oportunidades ou não na vida, somos todos reféns do medo, da impunidade, da indignação. A gente entrega tudo o que tem e eles ainda com requintes de crueldade no mínimo nos agridem, no máximo tiram nossa vida. E riem, e drogados e alcoolizados ou de "zueira", seguem livremente em busca de outro "otário" pra dizer "perdeu".

Esses projetos de bandidos não são mais os tadinhos da sociedade, não são mais os coitados projetados seja por isso ou aquilo outro, filhos dos "sem nada". São os monstros que assombram os piores pesadelos de todos nós que rezamos ao sair de casa para voltar à noite sãos e salvos. Ao mesmo tempo em que quero crer que a coisa terá um jeito, irá melhorar, as coisas vão ter um meio eficiente e um fim, por outro lado permaneço incrédula quanto a essência humana. E infelizmente, tão natural quanto a luz do dia, vai ser abrir o jornal amanhã e ler outras manchetes, outras matérias, lamentar por outras vítimas e ver crescer a cada dia e ganhar mais força e raiz essa violência desenfreada e que por mais que nos assustemos, já faz tão parte da rotina que muitos a banalizam e a tratam como normal.

Esse é apenas o meu desabafo enquanto cidadã, carioca, moradora do subúrbio e que trabalha na zona sul, utiliza transporte público e vive todos os dias com a sensação de insegurança. Não tenho intenção de ofender e criticar os que pensam diferente e nem polemizar com os que não compactuam com a minha visão. Mas acredito que independente disso, essa realidade que estamos vivendo, de comum acordo, precisamos que dê um basta! Estamos todos cansados de tanta violência, de tanta impunidade, de tantas vidas destroçadas. Deus olhe por nós! 

Meu Deus, olhai por nós, porque estamos largados a própria sorte.

Na zona sul, zona norte, baixada, rico, pobre, negro, branco, religiosos ou não, no asfalto ou na favela, estamos todos sofrendo com a total insegurança e vivendo reféns de nossas casas e do medo. Nós, cidadãos de bem, trabalhadores, não só queremos justiça para todas essas vítimas, até as que não são noticiadas pela mídia (e olha que violência é o tema que mais rende, são casos e mais casos, diariamente, diversos, pela cidade), como também queremos poder viver, em liberdade, exercendo nosso direito de ir e vir. Queremos viver!

A violência está descontrolada. Mata-se por tão pouco. Pra quê? Por puro prazer! Não aguentamos mais isso. PAZ, pelo amor de Deus! Quantas vidas mais serão perdidas e famílias destroçadas? Quando as leis ão de serem cumpridas? Quando a polícia vai ser mais enérgica com relação ao policiamento e patrulhamento ostensivo? Quando a justiça vai entender o perigo eminente que esses criminosos representam de fato para a sociedade? Quando o poder público vai resolver fazer de fato alguma coisa em vez de dar declarações de ações falhas que são feitas e blá blá blá? Quando medidas emergenciais começarão a vigorar?

Tenho medo! Vivo com medo! Não só pela violência que "já faz parte", como também ando abismada como uma vida perdeu completamente seu valor. Nossa guerra urbana está alcançando comparações das guerras no Oriente Médio. Não aguentamos mais! Queremos justiça! Queremos segurança! Queremos ser resguardados de alguma forma. Sério, não dá mais! Lamentável que crianças que mal aprenderam a engatinhar já reconheçam o som de tiros. E outras maiores ao ouvirem, dizerem com naturalidade "ah, é tiro lá no... normal!" Pra quem? Pra mim não é nada normal essa socialização com a violência. E eu que estava toda zen hoje, numa total paz de espírito ao ser tocada por uma mensagem linda de um filme que vi de madrugada, vejo todos os meus bons sentimentos se esvaírem ao me deparar, logo pela manhã, com mais matérias de violência, assalto, arrastão, morte, estupro, sequestro, etc. Mais umas pra coleção! E aí me invade um sentimento de decepção e frustração de que por mais que façamos a nossa parte da melhor maneira para um mundo melhor, cada vez mais estamos indo pro ralo.

Não vai demorar muito voltaremos a época do "olho por olho e dente por dente". Porque também quem deveria nos proteger, a polícia, está em total desamparo. Não sei se vai ser bom ou ruim. Se os cidadãos também tem esse tipo de preparo. Mas o medo e a insegurança está tomando conta...Tá brabo cara! Não temos nada à nosso favor. Só Deus mesmo!

O Rio, o Brasil e o mundo pedem paz! Depois de tantas coisas ruins que sabemos e ou até presenciamos todos os dias, que todos possam voltar em segurança para suas casas ao final do dia, com a bênçãos de Deus, sempre a olhar por nós. Porque, tá brabo! ‪#‎PAZ‬
 



26 de abril de 2017

Seja feliz! ❤

Sabe quem fala mal da felicidade alheia? Gente infeliz! Incluindo você que às vezes dá pitaco na maneira como a fulana se veste ou ri em público, na melação com o namorado, naquela felicidade que só pode ser fingida com o marido, porque, ninguém é tão feliz assim! Vai, confesse que você já pensou isso de outra pessoa! E pensou, sabe por quê? Porque você, com absoluta certeza, não estava tendo esse tipo de felicidade na sua vida naquele momento.
Não é uma crítica a você não, a vida é assim mesmo, um dia a gente ri, no outro chora… Quando estamos felizes vemos beleza até na mosca, mas quando está doendo alguma coisa no peito, as coisas enegrecem um pouco dentro da gente.
Se você não faz sexo e escuta um papo na academia de um marido que não dá sossego, logo pensa “ah, duvido, isso deve ser mentira, essa aí está falando só pra se aparecer”. Se você não vive um amor avassalador, daqueles de sorrisos de dar inveja mesmo, quando vê alguém vivendo fala “duvido que eles sejam sempre felizes assim”.
Seja como for, quando não estamos bem, sempre apontamos os defeitos que talvez existam mesmo, ou talvez tenhamos inventado para o conforto da nossa infelicidade. Não é nem porque queremos ver os outros infelizes, mas é porque na nossa mente e coração infelizes, acabamos projetando certa inveja da felicidade alheia.

Vamos vendo os defeitos e somos incapazes de torcer. Especialmente se quem está feliz nos magoou em alguma parte do caminho, aí voluntária ou involuntariamente fazemos uma torcida organizada pela desgraça do outro. Ficamos naquela expectativa pela queda e enchemos a boca para dizer “eu sabia”.

Nós acabamos criando um ideal do que é ser feliz. Esse será sempre o problema da humanidade, idealizar demais, projetar expectativas demais e não assimilar a realidade como ela é. Na vida real, essa pessoa que você vê imensamente feliz, andando de carro velho, sem casa própria, é feliz porque a felicidade dela não está no ter, mas no ser. No lugar da casa própria ela adquiriu amor próprio e trocou o carro novo pelo que o dinheiro lhe dá em doses homeopáticas de felicidade diária.
Aquela pessoa que você vê esbanjando amor e felicidade ao lado de alguém cujo estereótipo não tem nada a ver com o que você imagina que seja ideal para ela, não está nem aí para as aparências e muito menos para o que você, o João ou a Maria pensam sobre isso. Porque dentro dela existe um sentimento muito maior e que no auge da sua amargura, você não vai mesmo conseguir entender e nem ela precisará explicar porque enquanto você perde tempo palpitando, ela ganha tempo vivendo.
Gente feliz olha um casal de morador de rua abraçado na calçada e pensa “isso que é amor de verdade”. Gente amarga olha para o mesmo cenário e pensa “coitados, que amor sobrevive a isso? Devem estar drogados”!
Gente feliz olha quem não tem nada de material para mostrar, mas esbanja felicidade saindo pelos olhos e pela boca e pensa “ela está feliz mesmo, dá pra ver nos olhos”. Mas gente amarga talvez pense “mas é uma deslumbrada mesmo, não tem onde cair morta e finge que é feliz”.
Felicidade é questão de ser. Amor próprio é questão de ter. E às vezes o coração fica meio sombrio mesmo, a gente duvida das coisas boas da vida, a gente torce inconscientemente pra tudo dar errado porque aí temos aquela sensação de que não estamos loucos. Quando você lê por aí que tudo é energia, tudo é energia mesmo. Acredite nisso! E talvez a razão pela qual tudo pareça ser sempre tão sombrio dentro de você, não é porque você está num inferno astral, mas porque está abraçando as nuvens cinzas com tanta convicção que esquece que por trás dela o céu é sempre azul.

É você quem acha que o cara da casa ao lado precisa ter um emprego assim, um carro assado, se vestir dessa maneira e fazer isso e aquilo da vida. É você quem acha que a Bernadete só pode ser feliz se além de todo o amor que ganha, tiver carro, dinheiro, casa. É você quem acha que a pessoa precisa de sexo todo dia, ou uma vez por semana. Tudo é você. Aquilo que a sua mente criou é o que você acha, mas ei, avise pra sua mente que cada tem sua vida e como o outro vive a vida dele é problema dele. Ele é feliz? Não é? Não é problema seu. Preocupe-se em ser feliz você e quando isso acontecer, você nunca mais olhará para os outros com esses olhos críticos e esse coração amargo.
É você quem morre de trabalhar um mês inteiro e rala pra caramba para pagar as contas que não entende porque aquele cara que vive livre, leve e solto parece ser feliz. Você vai sempre achar que existe algo de errado na vida das pessoas que não vivem dentro dos seus padrões, vai ter sempre a receita de como elas deveriam viver a vida delas, mas olhe, preocupe-se apenas em perguntar: você está feliz? Não importa se você não entender ou aceitar a felicidade alheia, respeite a maneira como a pessoa escolheu ser feliz e quem sabe, copie a fórmula!
Deixe o vento levar as nuvens carregadas, deixe que as pessoas deslumbrem-se com a felicidade, ou que sejam loucamente felizes. Oras… Você está menos vivo agora do que quando começou a ler esse texto, então, quanto tempo ainda vai perder tendo essa visão amarga da vida? Deslumbre-se! Enlouqueça! Seja feliz! Tudo começa em você e a partir de você, todas as pessoas ao seu redor viverão a energia que transmite.
Seja feliz! ❤

12 de janeiro de 2017

CARPE DIEM




Viver um dia de cada vez: eis um grande desafio!

Observando as pessoas que me cercam e principalmente baseada em minhas experiências, percebo que viver um dia de cada vez, sem tantos planos concretos, com maior intensidade, menos coisas e estar rodeada de pessoas simples, tem sido uma boa maneira de buscar a felicidade, tanto na vida pessoal quanto na social e profissional.

No auge dos meus trinta e três anos (grande coisa!) me deparo com algumas reflexões:

* Definitivamente, não se pode agradar a todos e sua vida não pode parar por conta disso. As decisões da vida precisam partir preliminarmente do coração, passando pelo crivo da razão, sem você necessariamente estagnar por medo diante de uma possibilidade.

* Gente do bem e de bom coração retarda os julgamentos e críticas e geralmente se relaciona com pessoas que agem de forma semelhante. Ou seja: menos dedos apontados e mais mãos estendidas é uma boa forma de atrair o mesmo.

* Humildade ainda é a mais recente forma de amor. Se você for humilde em alguns momentos e em outros se coloca de maneira prepotente, pare tudo e se analise: há muito complexo de inferioridade que precisa ser trabalhado aí. As armadilhas do ego são atrativas; é preciso ter um bom nível de autoconhecimento para não cair nelas, nem perder as boas pessoas que cruzam seu caminho. A boa notícia: você geralmente sente quando está sendo prepotente. Repare no olhar que as pessoas direcionam a você enquanto você está falando (ou se exibindo).

* Você não precisa provar nada a ninguém. Você não precisa mostrar que sabe, que podes, que tem, que faz, que fez, como faz, como fez, que isso, que aquilo. Isso é uma grande perda de tempo. Seja você, aja com segurança e isso bastará. Ser é melhor que ter e agir ainda é melhor que falar. Quem muito mostra, pouco tem. Quem muito fala, pouco faz.

* Caráter é uma espécie de diamante bruto que precisa ser lapidado. Ter caráter e ser íntegro é tarefa para qualquer pessoa que estiver disposta a ser melhor. Caráter tem relação com hábito: se você não praticar as ações que compõem o bom caráter, você jamais o terá. Sobre as pequenas ações, essas estruturam um padrão de comportamento que permite que as pessoas se aproximem ou não em você. Geralmente são elas – as pequenas atitudes - que fazem a diferença. A verdade é que atualmente, um bom caráter é uma virtude dificílima de encontrar nas pessoas. No mundo de hoje, caráter funciona como uma moeda de troca.

* Mais vale um abraço em silencio do que um “eu te amo” gritado aos quatro cantos.

* Não tenha medo de se assumir como é.

* Comer, dormir, dançar, sorrir e amar é vida!

* Amor próprio continua sendo a mais autentica forma de amar. Quem vive a sua vida é você. Ouça o que sua família e amigos têm a dizer, mas no final, saiba que as decisões são suas e as consequências delas, também. Não terceirize a responsabilidade da sua felicidade e das suas escolhas.

* Está complicado, difícil? Pense no quanto você é responsável pela desordem da qual se queixa. Quer resultados diferentes? Então pare de fazer as mesmas coisas!

Enfim, viver tem disso: não há garantias de nada nesta vida. A nada! Feliz de quem é maduro o suficiente para saber lidar com essa realidade, mantendo o equilíbrio nas escolhas e lucidez nas consequências.

Completando o pensamento inicial (Carpe Diem), finalizo essa reflexão acreditando que o futuro pertence aqueles que vivem bem o presente: um dia de cada vez, um passo é um problema por vez, vivendo intensamente e planejando o que for possível. Se a vida não está acontecendo exatamente do jeito que você planejou, não adianta dar murro em ponta de faca. Talvez seja hora de se acalmar e deixar a própria vida respirar um pouco. Nós abafamos muito a vida, com nossas ansiedades, necessidades e imediatismos.

Até mesmo ela - a própria vida - precisa de um tempo da gente. Demos, então, esse espaço. Porque a única coisa que a vida quer da gente é espaço. Um espaço para que as coisas aconteçam não apenas do jeito que planejamos, mas, sobretudo, da forma que realmente merecemos.

Então pare, simplesmente, de reclamar, de buscar o impossível, de exigir perfeição (de si e dos outros), de querer encontrar lógica para tudo, de contabilizar pós e contras, de tirar conclusões precipitadas, de tentar manter a vida sob rígido controle. Simplesmente viva e deixe a vida ser a vida!


Fê Miceli


1 de agosto de 2016

Olhe as coisas de maneira diferente...




Devemos viver da melhor maneira, dando o nosso melhor, sempre! Porque a gente colhe aquilo que planta. A gente atrai e recebe do mundo a mesma energia que depositamos nele. Sim, sofremos as consequências de nossas ações e de nossas escolhas. Mas elas tornam-se totalmente aprendizados e muitas vezes nos são dadas novas oportunidades para colocar em prática tudo o que vamos aprimorando ao longo da vida, errando, caindo, falhando, na derrota, no choro, no medo, nos não acontecimentos. Porque é vivendo e aprendendo mesmo. Nada é em vão! E passamos a perceber que tudo, tudo mesmo o que nos acontece nos é necessário nesta vida. Para nos tornarmos quem somos, chegarmos onde chegamos. Então não encaramos mais como punição e sim como provação. Não mais como castigo e sim como lição. E quando a gente se dá conta disso e passa a encarar as verdadeiras riquezas da vida, todos os dias e tudo o que nos acontece nele, bom ou ruim, é bênção! 

A vida não está nas nossas mãos, não detemos o controle dela. A gente começa a dar os primeiros passos aqui embaixo, mas é lá em cima das nuvens onde de fato a nossa história é escrita. E Ele reserva o melhor para nós, mesmo que a gente não entenda ou não aceite, passado um tempo, tudo faz sentido e tem uma razão! Mas podemos aprender pela dor ou pelo amor, da maneira mais fácil ou mais difícil e, enquanto batermos o pé indignados que nem criança birrenta, não evoluiremos e sairemos do lugar. Mudar o olhar para a vida, para as situações, para nós mesmos, mudar os sentimentos que nos habitam, as energias que emanamos faz muita diferença! Nos absolvamos de rancores, mágoas, frustrações e decepções, tristezas passadas. Sejamos mais tolerantes com nossos defeitos e os dos outros. Ninguém é perfeito. Sejamos menos críticos, julgadores, donos da verdade e da razão e nos coloquemos mais no lugar do outros. Sejamos mais condescendentes, mais mão estendida do que dedo apontado, mais soluções do que problemas, mais comunicação do que ruído, porque todos nós temos nossos atos condenáveis e atitudes desaprovadas. Sejamos mais tolerantes, mais solidários, mais fraternos, mais cuidadores, mais amorosos, mais cúmplices, mais sorridentes, mais coração e braços abertos. Motivar-se torna-se mais fácil, mesmo com as adversidades da vida quando passamos a perceber aonde e com quem está as nossas importâncias de fato. 

Não que tudo vai dar certo, tudo vai se resolver, problemas não existirão mais e a vida vai ser linda, harmoniosa, mágica, perfeita. Não, não vai! Mas a maneira como nos posicionamos frente a tudo faz uma grande diferença! Eu não acordei um belo dia assim, embora eu tenha dias de positivismo. Sou hoje, sou agora, sou essa o resultado de tudo o que me aconteceu e que, de alguma forma, me proporcionou mudanças, amadurecimento, entendimento, aprendizado constante. Encontrar a paz desejada em nossos corações, conforto para a nossa alma e sabedoria para lidar com as situações diversas é a chave para muita coisa na nossa vida. 

Dias melhores pra sempre!
Fé na vida todo santo dia!
Que seja feita sempre a Tua vontade!


27 de maio de 2016

A sua dor é a minha também


 

Minha revolta e indignação não é só por essa jovem e esse caso específico por mais asqueroso que seja. Que a polícia apura se foi exatamente como aparenta ser, mas que de qualquer modo não invalida o caráter monstruoso destes vulgos "homens". É por todas as mulheres! Aquelas que não ganham as capas e manchetes de jornais. Aquelas que ninguém nem sequer sabe o que aconteceu. Mas elas sabem. E muitas se culpam. Não, não é culpa de vocês.

A cada cinco minutos 11 mulheres são estupradas, agredidas, violentadas, física e moralmente fora e dentro de casa. Chega disto! Queremos respeito e dignidade. Que a nossa roupa, ou lugar que frequentamos, ou com quem andamos, ou nosso jeito de ser não seja um precedente para "estou facilitando ou permitindo que algo seja feito comigo". Estupro é crime e o seu caráter não depende de conduta e permissividade da vítima. E culpabilizá-la não vai resolver a questão, pelo amor de Deus! Assim como uma freira não merece ser estuprada, uma garota de programa também não. E nenhuma outra pessoa por sua raça, opção sexual, conduta, tipo físico, independente de qualquer coisa. Estupro é crime e não um ato que possa ser usado para "dar uma lição" ou ser um "cala boca" pelos usuários deste tipo de violência. É um ato desalmado de pessoa sem amor e respeito ao próximo. Crianças, bebês são cruelmente defloradas pelas mãos doentes e sádicas muitas vezes de um próprio familiar. Pausa para eu ir vomitar...

Muitas mulheres são estupradas dentro do tipo "correto moralmente" pela sociedade: indo ou saindo do trab., da igreja, de casa. Com roupa "comportada". De jeito "recatado". Do tipo "família". Com "namorado". Não vivem em nights, festas, baladas. Não bebem, não fumam, não dançam até o chão, não andam por aí e nem com qualquer um, não se expõem. E mesmo assim nada impediu que fossem violadas gratuitamente, de maneira brutal. Um banho pode lavar o corpo sujo. Mas e a alma e a dignidade, quem limpa? E as lembranças daquele momento quem apaga? E a alegria de viver, a paz de espírito, quem devolve?

Há anos muitas famílias criam seus filhos para serem homens com H e reproduzem ditados e discursos machistas, preconceituoso. E justificam suas atitudes condenáveis com a célebre frase que passa de geração em geração: "ah, mas ele é homem!". Ser homem não dá o direito de agir de maneira indigna com nenhum ser humano. E de mais de trinta homens não teve um que tivesse consciência do quão errado era aquilo tudo e parasse. Lembrando que não é uma generalização. Existem muitos homens decentes e que agem de acordo com os valores que lhes foram ensinados e fazem questão de transmitirem isso à seus filhos. Existem muitos homens que tratam as mulheres como o espelho de tratamento às mulheres de sua família ou convívio.Existem muitos homens que sentem nojo e repudiam qualquer tipo de violência, principalmente à mulher e sentem vergonha de fazerem parte da mesma classe de gênero destes covardes criminosos. Homem que é homem não precisa usar da força bruta para se reafirmar seja lá do que.

Mas não é só a questão da educação familiar, histórica (estupro acontece desde sempre com as índias, escravas, civís em meio à guerras, no próprio ambiente familiar) e cultural enraizada. Vivemos tempos de grande desvalorização, do corpo, de uma vida. Infelizmente, precisou acontecer mais um caso dentre tantos que ocorrem diariamente, e que nossa revolta fosse tamanha que não coube dentro de nós e ganhou o mundo para que as autoridades olhassem de verdade para a gente e enfim, constatar que precisamos de punições mais severas e eficientes. Precisamos de força máxima para coibir, diminuir, extinguir esse mal.

Todo ser humano vive com medo nos dias de hoje. Mas parece que nascer mulher é lutar todos os dias para se defender das tantas ameaças no nosso caminho. Vivemos inseguras e com medo. Nos tornamos alvos fáceis, vulneráveis, por mais forte que sejamos. A grande maioria perde sua vida e vira estatística. Ou exemplo do que não fazer para as demais, para elas não serem as próximas. Chega disso!

Queremos respeito! Queremos segurança! Queremos justiça! Queremos o direito de ir e vir, liberdade de expressão, de ser quem somos, de agir como acharmos que devemos e que isso não seja parâmetro para definir o que merecemos ou não que nos aconteça algo por isso.

Então, por todas as Beatriz, Ana, Maria, Fernanda, Joana, Helena, Sandra, Juliana, Camila, Roberta, Silvia, Patricia, Carolina... minha indignação e meu grito de basta! À Deus, clemência por um mundo melhor. 33, 30, 3 e que fosse 1. O número é que menos importa, apesar de amedrontar. O que pega de fato é a impotência que temos diante do ocorrido, e a comprovação dia após dia de que, infelizmente, não foi o último caso. Qualquer uma de nós pode ser a próxima... Ao enxugar minhas lágrimas ao final desta triste reflexão, espero estar enxugando as suas também.


19 de maio de 2016

Saber entender, esperar e confiar: aprendendo a aceitar Deus em sua essência e desmandos!




Refletindo sobre uma frase que li: "E se Deus disser não? Você está pronto pra dizer amém?". 

Pois sempre dizemos que confiamos a Ele para que seja feita a sua vontade e que Ele sabe o que é melhor pra nós. Mas lá no fundo, a gente cruza os dedos e todos os dias logo cedo dá uma olhada pro céu e pede pra Deus que nossas vontades coincidam com as dele. Mas caso não, que a dele prevaleça e que seja feito sempre o melhor para nós! Mas e se for da vontade dele nos vetar algumas coisas? Nos fazer passar por vales de sombras? Mesmo assim vamos continuar a acreditar que está sendo feito o melhor pra nós e que Deus sempre sabe o que faz?  

Tô aprendendo a duras penas a elevar minha fé, minha espiritualidade, independente de religião. Passo por alguns momentos na vida que duvido, não só que Deus exista, mas que ele de fato saiba o que está fazendo comigo e que está fazendo o melhor pra mim, independente da minha aceitação ou compreensão. Tô aprendendo que o tempo de Deus é diferente do nosso. E quanto mais ele demora para agir, melhor vai ser o feito, e que a caminhada para o fim importa mais que a chegada de fato. É nela que aprendemos e crescemos. Sei que para alguém ansioso por resultados logo é difícil esperar. E não bastasse esperar, ainda confiar em algo que não se sabe. Mas a vida ensina.

Ainda tenho dias e momentos nebulosos que fico com raiva do tanto de pessoas que me dizem "tenha fé" diante de uma situação que tá na cara de que somente fé não vai mudar drasticamente as coisas. Mas sim, ajuda, não vou negar. Mas depois, me pego no silêncio do meu quarto, da minha alma, conversando com Deus. Não  faço nenhuma grande preparação espiritual para isso, pois o meu Deus é simples, vai me ouvir e dar um jeito de me mostrar as respostas e ensinamentos independente do jeito que eu me apresente para ele. E quando não consigo falar e nem ao menos pensar, vou de encontro à natureza. Sento e olho o mar, caminho no meio da mata, me banho numa cachoeira, coisas assim... pois sei que nestes mínimos momentos e assim como todos, Ele está lá. Mas existem uns que estamos mais suscetíveis que outros, nos abrimos mais, mesmo que a gente não perceba. Saber entender, aceitar e confiar mesmo nos momentos difíceis e esperar o tempo necessário para as respostas é a verdadeira lição, muitas vezes! Confesso, embora esteja melhorando nisso depois de muitos acontecidos, ainda sou falha. E tem dias e momentos que a minha paciência, perseverança e compreensão estão por um fio diante de tudo que acontece. Quem sabe com o tempo eu aperfeiçoe esse lado de crença e espiritualidade sem questionamentos.  

Deus sempre sabe o que faz! Cresci ouvindo essa frase. E cresci ouvindo também que as coisas acontecem porque tem que acontecer, porque há uma razão pela qual elas acontecem, mesmo que a gente não entenda. Assim como, que o que é de cada um está guardado. Pois bem, por esses dias, não sei porque, comecei a questionar certas coisas. Não, não estou duvidado de Deus! Longe de mim! Mas fico me perguntando se de fato é realmente assim...   Não sou uma pessoa ligada diretamente à religião. Possuo a minha fé, tenho as minhas crenças e ajo de acordo com as minhas convicções e valores. Apesar de acreditar em Deus, nunca me foi passado ser obrigado a crer como verdade absoluta tudo que é falado acerca dele e da religião. Talvez daí venha o fato de questionar muito do que se é dito. Não tenho por mim aceitar e pronto, fim de papo! Apesar de seguir a religião católica mas não me considerar propriamente praticante, tem coisas que eu gostaria de tentar entender melhor, como essas máximas que são ditas a torto e a direito por aí.  




Todos os dias chovem matérias de mortes, assaltos, estupros, agressões, torturas, brigas, assassinatos, pedofilia, violência gratuita contra todo tipo de gente. Vejo crimes bárbaros, hediondos, de caráter até divertido para seus praticantes, crimes por nada. E fico me perguntando, além de onde vamos parar com essa sociedade tão violenta, se realmente Deus sabe o que faz. Por que coisas desse tipo acontecem com as pessoas que não merecem? Já ouvi inúmeras vezes que cada um já tem predestinado seu caminho, isso claro para quem acredita em astrologia e todas as "gias" que existem. Dizem, na religião espírita que se paga nessa vida o que se fez de errado na vida passada. Se isso for verdade, até faz todo o sentido. Mas e se não for, continuo não vendo razão para algumas pessoas sofrerem o que sofrem. Não faz sentido! Pessoas de boa índole, de caráter, dignas, de bom coração, de boas intenções e atitudes verdadeiramente incontestáveis, pessoas inocentes, pessoas puras. Não creio que essas pessoas tenham merecido sofrer qualquer tipo de dor, sofrer com as consequências dos atos insanos de alguém. Sofrer com a crueldade doentia alheia. Não creio que isso fizesse parte do destino delas. E cadê Deus nessa hora para olhar por essas pessoas? Me sinto indignada, revoltada, decepcionada. Porque o meu Deus é tão bom e misericordioso e justo, Ele não permitiria um sofrimento assim em vão.     

Em situações onde a maldade é demais até para a própria maldade, me sinto vazia, sem nada e nem ninguém  em que me agarrar para continuar tentando acreditar que existe uma salvação para isso que estamos vivendo. A minha intenção não é debater religião e as crenças dentro delas e sim entender, se as coisas que acontecem todas são por vontade de Deus. Eu juro que não consigo aceitar!  

E entra século e sai século e essa frase "Deus sempre sabe o que faz" continua correndo o mundo sendo tida como verdade absoluta. E a grande maioria acredita nela até viver alguma situação muito ruim e então, passa-se a ser descrente de Deus. Justamente por elas não verem sentido pelo que sofrem ou passam, começam a questionar o mesmo que eu: por que Deus deixou isso acontecer com elas e cadê Ele para impedir que tal coisa acontecesse? Ninguém iria debandar da crença em Deus, ou duvidar do que Ele guarda para nós se nos fosse passado desde sempre que vão existir coisas que vão nos acontecer que independe da intercessão, independe da vontade de Deus. Coisas boas e ruins simplesmente acontecem. Então, encararíamos com mais naturalidade o simples fato de que podemos sofrer de tudo na vida. Mas não, somos instruídos a acreditar que algo maior toma conta de nossas vidas e de nossos caminhos, nos guia, nos guarda, nos ilumina, olha por nós. E é a Ele que devemos atribuir todas as coisas boas que acontecerem na nossa vida. Mas... e as coisas ruins? A quem vamos atribuir? A nós mesmos? Somos culpados pelo que nos acontece? Somos nós que nos colocamos nas piores situações da vida? Acredito que muitas vezes sim, porém, muitas vezes não. E quando temos certeza que não fizemos nada que nos colocasse em perigo e nos causasse mal, ficamos mais céticos em relação a divindade.  

Acho que nunca vou achar uma explicação plausível para o porquê de certas coisas acontecerem com determinadas pessoas. E nunca vou conseguir saber se de fato se tudo que nos acontece tem um dedo de Deus ou não. Só sei que depois que somos acometidos por certos sentimentos, é bem difícil continuar mantendo o bom coração e a fé, em si, nas pessoas, no mundo e em Deus. Passamos a viver procurando respostas para situações que aparentemente não se explicam. Não se explica porque aconteceram e porque nós. E somos tomados por uma grande dúvida de nossas crenças, de nossos valores, de nossas ações. Tem horas que cansa tentarmos dar sentido a tudo na vida, simplesmente porque muita coisa não faz sentido algum. Fica mais fácil aceitar quando passamos a acreditar que fazemos parte de um jogo onde somos peças escolhidas aleatoriamente para jogar um jogo que não conhecemos, onde a sorte é decidida por nós numa roleta-russa. Assim fica mais fácil aceitar e não se revoltar com ninguém, nem com nós mesmos por temos acreditado num Deus que supostamente sabe o que faz e se ele sabe, supostamente, deixou nos acontecer as piores coisas. Fica mais fácil aceitar quando não precisamos buscar respostas e nem pessoas para culpar. Fica mais fácil aceitar quando simplesmente não esperamos que ninguém saiba o que é bom ou ruim pra nós. Fica mais fácil aceitar quando passamos a contar com nós mesmos para fazer a nossa sorte e não contar que outro alguém saiba o que será de nós! Apesar de sabermos que sim, existe um alguém, o maestro da orquestra da vida...

Então, venho me trabalhando para aceitar sem contestar, embora isso ainda seja muito difícil pra mim. Aceitar que Deus escreve certo por linhas tortas. Que ele sempre sabe o que faz. Que ele faz o melhor pra nós. E que nada é por acaso ou em vão. E às vezes, não é em nenhum dia especial ou num momento importante que as respostas vem. Às vezes, num simples dia qualquer onde nada demais acontece, chegam as conclusões maravilhosas, sou tomada por certezas e positivismo e otimismo, perseverança, coragem e fé, principalmente em mim mesma e na vida. Numa fração de segundos como amanhecer ou entardecer e de alguma forma única e especial sinto a presença de Deus. Inexplicável!

Ainda me considero muito cética para certas coisas. Mas vivendo e aprendendo. Nada como um dia após o outro. Sei que vou me trabalhar e melhorar. Mas tudo a seu tempo. Sei que ainda terei que passar por algumas coisas para crer. Enfim,  nada é perfeito, nem eu rs. Mas ando me sentindo bem comigo mesma com o que carrego dentro do peito com relação à Deus, até mesmo com as minhas intolerâncias e incompreensões por alguns momentos. E assim espero seguir, melhorar e evoluir e consegui entender as mensagens que ele me envia através de formas mil.




18 de maio de 2016

10 coisas para se fazer em dias de chuva



Em dias de de chuva é muito comum aquela preguiça clássica das segundas-feiras tomar conta do nosso ser, o pior é se ainda precisa acordar cedo para trabalhar… Porém, existem várias maneiras criativas para se beneficiar nestes dias mais ociosos devido a chuva.

Abaixo listei 10 coisas prazerosas em se fazer em dias chuva. #Boraler?

1 – Organize seus pertences
Na correria do dia a dia sempre arrumamos mil e uma desculpas para não fazer uma faxina básica em nossas gavetas, armários, estantes e na agenda de contatos… Que tal arregaçar as mangas, dar o play em suas músicas preferidas e dar uma geral? Além de você separar coisas que já não lhe tem mais serventia e que criam apenas poeira e traça, também poderá reencontrar livros, fotos ou o número de telefone daquela/e homem ou mulher que não sabia onde havia anotado.

2 – Sessão de cinema em casa
Nada melhor que escolher pelo menos uns três bons filmes, que está na sua lista à meses ou filmes recomendados que tenha comprado pirata do carinha que passa na sua rua e você nunca ‘tem tempo’ para assistir. O esquema é enrolar-se ao cobertor, deitar-se no sofá e bora para a sessão de cinéfilos sozinho, para os chatos de plantão que não gostam de comentaristas ao lado [incluo-me ao clube] ou convide os amigos, e caso namore procure assistir juntos gêneros que agrade o seu amor.

3 – Que comecem os jogos!
Não tem preço reunir a família, amigos, amores e confinar todos num mesmo espaço em dias chuvosos para começar uma sessão de jogos. Seja para carteados como: truco, poker, tranca ou dominós, ação e imagem, banco imobiliário, entre outras, que farão o dia ser muito mais proveitoso e divertido!

4 – Maratona de séries
Já fiz isso algumas vezes assistindo as temporadas de séries como Law and Order, House e Sexy In The City nos fins de semana. É semelhante a dica da sessão de cinema em casa, porém com dedicação total a embarcar em seus seriados favoritos… Recomendo!

5 – Games day!
Reúna os amigos e convide para jogar os seus games favoritos e de quebra rever e relembrar histórias dom pessoas que há tempos não encontram. Agora caso a preguiça seja mais forte o ideal mesmo é jogar online.

6 – Dormir… Zzzz
Confesso, que muitas vezes em dias de chuva quero apenas dormir até mais tarde, tirar um coxilo depois do almoço e quem sabe hibernar na cama até a chuva parar. É muito bom dormir ouvindo o som da chuva, não acham?

7 – Desligue a TV e leia um livro
Bem mais que um slogan da MTV de alguns verões passados, desligar a TV e mergulhar em romances, ficções e dramas por meio de livros, é uma excelente pedida para dias de chuva. Amo ler! Em dias chuvosos ficam melhores ainda para se concentrar na leitura.


8 – Namorar ou dormir agarradinho
Quem não gosta de namorar em dia de chuva heim? É a melhor hora para estar do lado de quem voce gosta, abraçadinho e fazer um programinha à dois, curtindo um bom filme, uma pizza, pipoquinha... Namorar faz bem a saúde, não preciso dizer mais nada rs.


9 – Cozinhar
Ir para a cozinha, pegar o caderno de receitas e pôr a mão na massa pode render um bom prato. Quem não gosta de sentir aquele cheirinho delicioso de bolo, brigadeiro, uma massa quando está chovendo. Acompanhado de um vinho então, hum...


10 – Tomar banho de chuva
Tem quem tenha feito isso só quando era criança. E na fase adulta simplesmente se esqueceu de que para viver muito é preciso ser feliz. Principalmente com simples momentos. Um banho lava a alma e simboliza um novo começo em sua vida. Aproveite para lavar todos aqueles pensamentos e sentimentos ruins que só pesam na cabeça e no coração e veja o mundo de outra forma.













E você o que está esperando para ir lá fazer alguma destas coisas?

10 de maio de 2016

Adquirindo o autoperdão!




Autoperdão é a capacidade de aceitar quem você realmente é e de amar completamente o ser que você é! Aprendemos com o autoperdão que não existe certo ou errado, existem aprendizados, que nossas escolhas são consequências de nosso nível de consciência, e no decorrer da nossa jornada vamos expandindo nossa consciência. Assim muitas coisas que fazem sentido para nós hoje, não fariam há alguns anos atrás, e não há então a necessidade de se culpar pelas escolhas passadas.

Aprendemos com o autoperdão que somos vulneráveis, que temos fragilidades e não há nada de mal em aceitar isso, pelo contrário, somente muita leveza, pois não é preciso mais sustentar nenhuma "capa" (EGO) para mostrar que é forte.

Aprendemos com o autoperdão a curtir nossa jornada de aprendizados com muita humildade e assim compreender QUE ESTÁ TUDO CERTO!

Vocês podem (se sentirem no coração), fazer essa prática para desenvolver autoperdão. Diariamente, repita 3x ao dia, com o foco da sua atenção no seu coração a seguinte frase, dirigindo-a a você: 

"Eu por AMOR à você dou o que há de melhor em mim, sinto muito se te magoei, me perdoe por algo que eu tenha feito. EU TE AMO e sou GRATA!

 Janaína Rosa





9 de maio de 2016

Ser mãe também é...



Tarefa difícil essa de ser mãe, né?
Espera-se que desde o ventre ela já seja aquela verdadeira mulher maravilha. Depois que o baby vem ao mundo então, aí espera-se que o tal do instinto maternal venha à tona e como num passe de mágica, solucione tudo. Só que na prática, não é assim...

Mãe não sabe tudo, não tem todas as respostas, não é autossuficiente, não tem o dom de evitar que algo aconteça com os filhos.

Mãe tem medo, insegurança, cansa, chora, surta, não é forte o tempo todo e nem dá conta de tudo, sozinha muitas vezes.

Mãe erra, tentando acertar, mas erra. Comete equívocos achando que está fazendo o melhor. É um aprendizado diário o desse papel onde são colocadas à prova de resistência nas mais diversas situações. E nem sempre se saem bem com excelência, mas fazem o melhor que podem, da maneira que podem, sempre.

Mãe que é mãe já vem com uma culpa natural de ser relapsa, de ter que trabalhar fora, de ter que abdicar de si em prol dos filhos. E nos dias de hoje, ainda tem que lidar com o julgamento e achismos de uma sociedade que cria regras e parâmetros para ser 'boa' ou 'má' mãe. E isso tudo já é duro o suficiente e às vezes ainda tem os problemas financeiros e emocionais que a assombram. Mas, muitas vezes nem transparecem isso para os filhos.

Ela se vira, dá um jeito, o seu jeito e segue. Nem sempre como planejava, mas segue a vida.
Espera-se que o amor incondicional seja o solucionador de todos os problemas. Amenize todas as angústias. Compense todas as dificuldades. Mas infelizmente, não é. E a mãe tem que se reinventar para lidar com todas as adversidades. E lidar bem consigo perante todas as escolhas e decisões que tem que tomar.

Mãe custa a aceitar que às vezes não tem jeito mesmo, que é impotente perante algumas situações da vida. Justo ela que já deu tanto jeito, mesmo que torto, pra fazer as coisas darem certo (mesmo quando não dão), mas de braços cruzados ela não fica.

Mãe quer ser mil e uma, curar doença e dor, ser porto seguro e norteador, quer ser tudo o que um filho precisa que ela seja, superando até suas próprias capacidades de ser.

Talvez porque seja mãe!
Solteira, casada, divorciada, viúva, adotiva, in memorian, presente...
Mãe é mãe!
Sem receita certa para fazer dar certo. Sem garantias de que vai ser bem sucedido. Ser mãe é aprender todos os dias, com os mais variados acontecimentos, a ser mãe.

Então mães, se absolvam, se relevem, se tolerem, sejam menos críticas, perfeccionistas e peguem mais leve consigo. Nós, seus filhos amamos vocês por tudo e por nada, por apenas existirem em nossas vida. Por seu perfume, seu jeito, seu olhar, seu abraço, seu carinho, seu sorriso e até suas broncas. Mas sabemos que suas maiores alegrias e satisfações, na verdade, é verem um(a) filho(a) se tornar uma pessoa íntegra, com caráter e valores, vivendo dignamente, trabalhando honestamente, crescendo na vida com os princípios ensinados, fazendo valer a educação de casa que lhe foi dada, sendo feliz, prosperando, sendo bem sucedido e seguro com suas escolhas, tendo saúde, construindo sua vida da melhor forma possível. Pois ali, está seu dedo, sua dedicação, seu zelo, suas noites em claro, suas prioridades, seus cuidados, sua educação, suas broncas e puxões de orelha, suas lágrimas e risos. O seu sucesso como mãe pode ser visto na formação de um filho. Mesmo aqueles que descambam do caminho certo que lhes foi ensinado, ainda sim, na grande maioria das vezes, foram educados e criados para serem do bem.

E por mais anos que se passe, nunca conseguirão traduzir em palavras a essência e complexidade de ser mãe. A amplitude desta palavra só não é maior que o tal amor incondicional que ela emana.

Embora pareça que mãe faz curso 'tudo' na mesma escola de atos e falas, cada uma é singular no mundo e para seus filhos. E escreve a cada nascimento uma história com a sua assinatura no final.

Não sou mãe, não tenho filho (só se contarem os de quatro patas rs). Sou filha e tenho uma baita mãe!


14 de abril de 2016

Que eu me livre


Que eu me livre da saudade que não chora, da liberdade que não voa, da sabedoria que não erra.
Que eu me livre do riso que se contém, do grito que faz silêncio e das lágrimas que não rolam.
Que eu me livre do abraço gélido, do aperto de mão por educação, dos olhares que se cruzam, mas não se veem.
Que eu me livre da febre de existir e me lembre da ânsia de viver, aquela que me tira o fôlego.
Que eu me livre daquilo tudo que não me amanhece, não me colore, não me renasce.
Que eu me livre daquilo que me trava o passo, que me vence no cansaço, que me definha rumo ao caos.
Que eu me livre da atenção mendigada, do amor faminto, do amor que falta.
Que eu me livre da sanidade exagerada, do ego camuflado e da mania de me achar com a razão.
Que eu me livre das minhas máscaras e dos trilhos sobre os quais caminho e que não são os meus.
Que eu me livre de tudo aquilo que se toca, mas não se sente.
Que eu me livre daquilo que os meus olhos veem, mas o meu coração não sente.
Que eu me livre de não ousar, não me permitir, não me aventurar naquilo que desconheço.
Que eu me livre do voo interrompido, da decolagem atrasada e do pouso interditado pela falta de ter onde pousar.
Que eu me livre de mim mesma e de todos os meus possíveis e falsos eus.
Que eu me livre de não perdoar, não relevar, não amar.
Que eu me livre das amarras que envolvem minhas asas e das encostas que circundam minha maré.
Que eu me livre daquilo que encarcera a minha independência e me faz refém do comodismo.
Que eu me livre, inclusive, daquilo que é cômodo e inerte, daquilo que me mantém no sofá da casa e da alma.
Que eu me livre do não sentir.
Que eu me livre do não viver.
Que eu me livre de não ser livre.
E que a própria liberdade seja a minha libertação.

(Kamila Behling)